“O que você quer na sua escola?”

Plataforma faz ponte entre desejos de alunos e voluntários dispostos a dar aulas
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O funcionamento é simples. O aluno entra na página do projeto Quero na Escola! (queronaescola.com.br) e faz um cadastro, dizendo um assunto sobre o qual gostaria de ter uma aula. O pedido é publicado no site e nas redes sociais à procura de uma pessoa que possa atendê-lo.

A equipe, então, faz a ponte entre o voluntário e a direção da escola para tornar a aula possível.

“Queríamos que os alunos contassem para gente sobre o que gostariam de aprender, e não que fosse novamente alguém impondo o currículo”, explica Cinthia Rodrigues, uma das cinco jornalistas à frente do projeto. O foco são jovens de ensino fundamental 2 e do ensino médio.

Em uma escola pública especial do Mato Grosso, um menino pediu uma sessão de musicoterapia. A demanda por um voluntário parecia um desafio para as jornalistas de São Paulo. Publicado nas redes sociais, no entanto, o pedido tomou vida própria e a escola foi procurada diretamente por dois capoeiristas, que deram a oficina.

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“Quando soube, a aula já tinha acontecido no dia anterior”, lembra, contente, Cinthia. Além da criação de conexões pontuais, a missão da plataforma é tornar a comunidade mais próxima da escola e desenvolver o protagonismo dos estudantes.

Desde 2015, quando foi lançada, a plataforma já facilitou para cerca de 20 escolas de oito estados aulas e oficinas de contação de histórias, fotografia, feminismo, surfe, política, horta e meditação. No fim do ano passado, o grupo fez um financiamento coletivo para garantir a continuidade do projeto.

A meta para o fim de 2016 é mediar aulas em 100 escolas públicas do país. “Basta ter um espaço para o protagonismo desses jovens e ele prospera”, diz Cinthia.

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