Estudantes da UFRJ representam o Brasil em evento sobre biohacking na Holanda

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NEURONOVAS | TECNOLOGIA | Edição 5

biohacking

Brasileiros desenvolveram um sistema capaz de alterar a luz do ambiente usando a mente

Uma equipe com três brasileiros e um suíço representou as Américas no evento Hack The Brain 2015, que ocorreu em junho deste ano no Hyperion College, em Amsterdã, Holanda. Os estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Willian Barella, de biotecnologia, Fernando Limoeiro, de bioinformática, e Luna Gonçalves, de genética, formaram uma das seis equipes que apresentaram trabalhos com o tema “o cérebro e a educação”.

Eles desenvolveram um sistema capaz de alterar a luz do ambiente usando a mente. O OpenBCI, dispositivo com eletrodos colocado sobre a cabeça, é capaz de captar a atividade cerebral associada a menor ou maior concentração do usuário e, de acordo com essas variações, alterar a iluminação do ambiente com luzes de diferentes cores. Uma das aplicações do sistema à educação, explica Barella, é a possibilidade de criar espaços responsivos, que a criança possa manipular, reconhecendo momentos de concentração e de dispersão.

O termo biohacking significa hackear organismos vivos. Isto é, pesquisar livremente interações do corpo com a tecnologia, quase sempre sem o apoio formal de uma universidade. Biohackers, em sua maioria, são indivíduos ou startups. Para fazer suas investigações, criam alternativas para equipamentos caros. É o caso dos estudantes brasileiros. “Conseguimos fazer por R$ 400 uma incubadora para preservar organismos vivos que costuma custar de R$ 8 a R$ 72 mil. O biohacking é isto: construir equipamentos de baixo custo e com maior facilidade de manutenção – porque essas máquinas vêm de longe e, quando quebram, às vezes demoram meses para serem consertadas. Enquanto isso, a pesquisa fica parada.”

Ele comenta que a academia é conservadora por questões de bioética, ou seja, temem que o conhecimento científico seja mal usado. Sobre isso, ele cita a apresentação da bióloga Ellen Jorgensen no TEDGlobal 2012, quando ela diferencia biohackers, que respeitam as leis locais e estaduais sobre propriedade intelectual, sobre procedimentos seguros e cuidados com organismos patogênicos, de bioterroristas, que não se importam com problemas que suas  experiências podem trazer à humanidade.

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