Cérebro autista compreende toque social de maneira diferente

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Um simples toque no braço ou aperto de mão. Essas formas comuns de contato social são interpretadas de modo diferente por pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), condição caracterizada principalmente por dificuldades de comunicação e interação. Em artigo publicado na Cerebral Cortex, cientistas do Centro de Estudos Infantis de Yale explicam que, no caso dos toques sociais, autistas os percebem sensorialmente – o que muda é que não entendem seu significado social.

De acordo com o professor de psicologia Kevin Pelphrey, coordenador da pesquisa, o tato é o primeiro dos cinco sentidos a amadurecer em crianças com desenvolvimento típico. O estímulo ativa uma rede de regiões cerebrais que processam informação social. Em crianças com autismo, porém, esse sistema parece não funcionar da mesma maneira.

Um teste feito em um grupo de crianças sem autismo mostrou que, após um toque no braço, as regiões associadas à informação social ficam mais ativas do que quando esse toque acontece na palma da mão. Nas com autismo, no entanto, ambos os tipos de toque provocam uma resposta semelhante, o que sugere que elas não percebem seu significado social. Os resultados reforçam a hipótese da “teoria da mente”: a principal característica do autismo é a incapacidade de produzir elaborações sobre a mente alheia e pode estar relacionada a alterações no circuito neuronal que processa informações sociais.

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